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Glossário do Mercado Financeiro: Guia de A a Z

Glossário do Mercado Financeiro: Guia de A a Z

Seja bem-vindo ao Glossário do Investidor, o seu aliado na hora de consultar um termo específico do mercado financeiro e tirar dúvidas rápidas!

Centenas de investimentos, siglas, termos indecifráveis tanto em português como inglês e linguagem distante... Para investir, às vezes, é preciso até tomar fôlego com tantas palavras técnicas e difíceis que são usadas diariamente. 

Mas, para facilitar todo esse processo, criamos o Glossário do Investidor, um e-book de fácil entendimento com o objetivo de ajudar você a compreender de forma fácil alguns conceitos do mercado financeiro.

Não sabe o que significa uma palavra ao ler, por exemplo, um contrato de investimento? Venha aqui e clique na letra desejada para verificar o significado. Nós os descomplicamos para você! Com o Glossário, investir pode se tornar uma experiência muito mais agradável, pois você terá um guia sobre os termos mais comuns do mercado e vai passar a entender melhor tudo o que está vendo.

Acionista

Todo acionista é, necessariamente, um investidor que adquire pelo menos uma ação de uma empresa, seja ela de capital aberto ou fechado. Por isso, um acionista é considerado um proprietário da parte que ele comprou da companhia.

Ação

É conceituada como a menor parcela do capital social de uma empresa, como se ao investir em uma determinada companhia você se tornasse dono de um pequeno pedaço dela. As ações são negociadas na Bolsa de Valores e, com isso, as instituições aumentam ou diminuem o seu valor de mercado conforme a demanda por compra ou venda de parte dos investidores, chamado também de acionistas, como já vimos. Entenda mais sobre ações aqui!

Ações Ordinárias (ON)

Os acionistas que detêm Ações Ordinárias têm direito a voto nas assembleias e decisões da empresa.

Ações Preferenciais (PN)

Os acionistas que detêm Ações Preferenciais têm, como o próprio nome diz, preferência para receber dividendos, que nada mais é do que uma parcela dos lucros da empresa distribuída entre os acionistas.

Alavancagem

A alavancagem é o ato de operar quantias maiores que o seu próprio patrimônio. Em outras palavras, o investidor opera grandes volumes com apenas uma fração dos recursos, chamada margem de garantia. Nessas operações, é comum ter um saldo mínimo na conta, como se fosse um cheque caução, para garantir que haverá pagamento caso ocorra prejuízo no futuro.

Alienação

É um termo usado para a transferência, cessão de bens, valendo também para investimentos na Bolsa quando ocorre venda de ações.

Análise Fundamentalista

É uma das metodologias para investir no mercado de ações. As demonstrações financeiras divulgadas ao mercado, os detalhes recentes do segmento no qual a empresa está inserida e o cenário macroeconômico são fatores essenciais para os analistas que utilizam esse método para recomendar ações ou para investidores que o fazem por conta própria.

Análise Gráfica ou Técnica

Diferente da Análise Fundamentalista, aqui se analisa o histórico de preços das ações. Por meio de gráficos, o analista que utiliza esse método é capaz de estipular uma projeção sobre o comportamento futuro dos preços dos papéis das empresas e, assim, consegue recomendar a compra ou venda de ações.

Apregoação

Apregoar significa anunciar ou bradar algo em voz alta. Esse termo, no mercado financeiro, ganha uma outra conotação da usada de forma recorrente no antigo pregão de viva voz. No jargão financeiro, apregoação é a oferta da compra ou venda de uma ou várias ações. Quem faz isso é o operador, ou trader, profissional das corretoras e plataformas de investimento que realiza a intermediação entre as ordens dos clientes e a Bolsa de Valores. Para apregoar uma ação de um cliente, o operador coloca a quantidade de títulos e o preço do negócio.

Arbitragem

É um tipo de operação financeira na qual se tem o objetivo de lucrar com um mesmo ativo, que eventualmente possa ter preços diferentes em mercados distintos. Essa divergência acaba sendo uma oportunidade para o investidor atento a essa diferenciação de preço conseguir equiparar os preços desse mesmo ativo, realizando uma simples operação de compra e venda nesses mercados. É considerado um movimento de baixo risco na Bolsa.

Ativo-objeto

O ativo-objeto é um termo utilizado nos mercados de derivativos e futuro. Essas operações derivam desse ativo, também chamado de ativo subjacente ou ativo-base. Exemplo: petróleo, ouro e dólar são alguns dos ativos-objetos mais comuns do mercado. Tomando esses ativos como referência, formam-se, por exemplo, os mercados futuros de petróleo, ouro e dólar. Na prática, funciona assim: o preço atual desses ativos-objetos acaba sendo o ativo de referência para o mercado futuro de petróleo. Portanto, o investidor aplica e prevê os valores que esses ativos-objetos podem atingir no futuro, baseando-se no preço atual. O investidor ganha com a variação positiva e perde com a variação negativa dessa aplicação na Bolsa de Valores.

Ativos

Os ativos podem ser, na sua forma clássica, bens que uma empresa possui. No universo financeiro, os ativos são sinônimos de títulos no qual se pressupõe um investimento e, em contrapartida, uma possível rentabilidade. Para fundos de investimento, por exemplo, os ativos representam títulos públicos, privados, ações, commodities, cotas de fundo de investimento, que compõem toda a carteira de um determinado fundo.

Benchmark

No mercado financeiro, benchmark são os parâmetros de comparação referenciais para avaliar desempenho de investimentos. Seja qual for o investimento, sempre haverá uma comparação com benchmarks. Os mais comuns são: inflação, taxa DI (CDI), Ibovespa e IBX.

Blue Chips

Utilizando um termo que se originou nas fichas do jogo de pôquer, as Blue Chips são as ações que representam grandes empresas da Bolsa de Valores e que possuem alta liquidez. São empresas líderes em seus mercados.

B3

É a Bolsa de Valores oficial do Brasil.

Bolsa de Valores

Ambiente de negociação com sistema de negociação eletrônico (antigamente era o pregão viva-voz) e regras adequadas à realização de operações de compra e venda de títulos e valores mobiliários. É na Bolsa de Valores que são negociadas as ações das empresas de capital aberto, bem como outros tipos de investimento, como ETFs, câmbio, opções e contratos futuros.

Bonificações

Devido a um eventual aumento do capital, ocorrido pela incorporação de reservas ou outros recursos, efetuada na proporção da quantidade de ações que detém. Pode ser paga em ações (distribuição gratuita de ações aos acionistas) ou em dinheiro.

Bookbuilding

Termo usado para o procedimento de precificação de títulos e valores mobiliários.

Carência

É o período em que o dinheiro investido ficará retido, sem que haja possibilidade de resgate.

Carteira 

Quando se fala em carteira é, basicamente, um conjunto de ativos que compõem alguma estrutura financeira, seja ela um fundo de investimento ou o patrimônio pessoal de qualquer investidor que tenha mais de um investimento.

Carteira Recomendada

Uma carteira recomendada tem, geralmente, a assinatura de um especialista em investimentos que recomenda os ativos que, em sua análise, têm boas chances de se valorizarem. Pode ser uma carteira recomendada específica para um segmento, como o de ações, ou destinada a um perfil de investimento.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos. Essas instituições financeiras tomam o dinheiro como se fosse um “empréstimo” dos investidores para financiar as atividades bancárias. Em troca, os investidores recebem os juros sobre o valor investido em forma de rentabilidade.

CDI

O Certificado de Depósito Interbancário é um título emitido para o empréstimo entre os bancos, que precisam compensar seus saldos negativos diariamente com esses empréstimos. Para os investidores, ele serve como referência de rentabilidade a muitos investimentos por resultar na chamada Taxa CDI (ou Taxa DI), que acompanha muito de perto a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira.

Capital Protegido

Quando um investimento não tem risco de perda do dinheiro investido. Termo muito utilizado na emissão de Certificados de Operações Estruturadas (COE), que pode ter capital protegido, ou seja, o investidor não terá prejuízo caso a operação dê errado.

Classe do Fundo

Os Fundos de Investimento são categorizados em classes e várias subdivisões, que determinam as regras, estratégias e políticas de investimento de cada fundo.

CRA

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa emitidos por empresas securitizadoras, responsáveis por transformar dívidas de empresas do setor do agronegócio em títulos de crédito. São investimentos isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoa física e garantem rentabilidade preestabelecida em contrato.

CRI

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos de renda fixa emitidos por empresas securitizadoras, responsáveis por transformar dívidas de empresas do setor imobiliário em títulos de crédito. São investimentos isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoa física e garantem rentabilidade preestabelecida em contrato.

Commodities

Matérias-primas essenciais e com baixa industrialização, como ouro, café, trigo, soja, milho e petróleo, são algumas das commodities que são negociadas nas Bolsas de Valores ao redor do mundo. Além da negociação de commodities ser importantíssima para movimentar a economia de países, a compra e venda desses ativos é uma alternativa de investimento para qualquer pessoa.

Companhia Aberta

Companhias abertas são aquelas que possuem ações e valores mobiliários negociados na Bolsa de Valores.

Companhia Securitizadora

Companhias responsáveis por transformar dívidas de empresas em títulos de crédito. No mercado de renda fixa, são autorizadas a emitir títulos, como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures para captação de recursos.

Corretora de Valores

Instituição do sistema financeiro que intermedia a compra e venda de títulos financeiros de seus clientes. Geralmente, oferecem mais opções de investimentos que os bancos e mais rentáveis.

Cota

Divisão do patrimônio líquido de um fundo de investimento em partes distribuídas de acordo com o valor investido. Quanto mais cotas um investidor tiver de um fundo, mais alto será o valor desembolsado e, por outro lado, mais receberá na divisão da rentabilidade adquirida.

CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade do sistema financeiro responsável por regular e fiscalizar o mercado de valores mobiliários.

Day Trade

Operações na Bolsa de Valores de compra e venda de títulos feitas no mesmo dia. Geralmente, o Day-Trade é associado aos mercados de ações ou futuro.

Debêntures

São títulos emitidos por empresas não financeiras, sejam elas abertas ou fechadas, com o intuito de captar recursos para financiar projetos internos. A empresa toma o dinheiro como se fosse um empréstimo do investidor, que, em troca, recebe uma rentabilidade contratada.

Debenturista

Empresa proprietária de uma emissão de debêntures.

Derivativos

Operações baseadas em um "ativo base" ou "ativo subjacente" (que em geral é negociado no mercado à vista). São investimentos da Bolsa de Valores que derivam de um ativo de referência, como dólar, commodities e índices, como o Ibovespa. Alguns derivativos: contratos futuros, swaps e opções.

Dividendos

Parcela do lucro repassado aos acionistas como participação no desempenho e nos resultados da companhia, proporcional a quantidade de ações que possuem.

Emissões Públicas

Títulos e valores mobiliários que são emitidos por empresas de capital aberto. As emissões públicas são destinadas para o público em geral, diferentemente das emissões privadas, que são restritivas.

Empresa de Capital Aberto

Companhia que resolveu abrir o capital para dividir seu controle com os acionistas e o público em geral que pode investir nas ações da empresa na Bolsa de Valores.

Empresa de Capital Fechado

Companhia que mantém sua estrutura societária restrita a poucos acionistas fora do ambiente da Bolsa de Valores.

Especulador

Investidor com característica arrojada ou agressiva que assume os riscos de volatilidade no preço dos ativos, visando um lucro maior do que o habitual.

Estatuto Social

Documento que rege e define regras, objetivos, atividades, capital social, entre outros temas referentes à abertura de capital de uma empresa listada na Bolsa.

ETF

Os Exchange Traded Funds (ETF) são fundos de índice cujas cotas são negociadas na Bolsa como se fossem ações. Há ETFs referenciados em vários índices, como o Ibovespa e o IBrX.

Exposição

Quando a palavra exposição aparece em algum documento ou material do mercado financeiro significa que o investidor estará exposto aos riscos e à volatilidade de um determinado mercado.

Family Office

Family Office é um serviço prestado por especialistas em gestão patrimonial que fornece assessoria completa para famílias com alto poder aquisitivo. A assessoria abrange áreas como jurídica, contábil, fiscal e de investimentos de família.

Fechamento da Bolsa

O fechamento é o encerramento das operações financeiras ocorridas diariamente no mercado da Bolsa de Valores. Quando lemos uma notícia de que a Bolsa fechou em alta ou em queda quer dizer que é possível estabelecer um balanço de como foi o desempenho dos principais ativos e valores mobiliários negociados na Bolsa.

Formador de Mercado

Função designada a uma instituição financeira contratada por companhias listadas na Bolsa de Valores para promover e garantir que haja liquidez nas ações negociadas na Bolsa.

Fundos de Investimento

Fundos de investimento são uma modalidade de investimentos coletiva, em formato de condomínio. Ou seja, o patrimônio do fundo pertence a vários investidores, chamados de cotistas. Cada um deles é dono de uma parte desse patrimônio e é remunerado de acordo com a fração que possui.

Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que faz parte do mercado financeiro com o objetivo principal de proteger os clientes de calotes das instituições financeiras, caso elas venham a quebrar.

Gestor

Profissional responsável pela execução da política de investimento de um fundo, definindo a alocação de recursos obedecendo todas as regras de classe, nível de risco e os tipos de ativos utilizados na execução da carteira no mercado.

Gestão Ativa

Gestão de um fundo de investimento que é conduzido com o objetivo de superar seu índice de referência, também conhecido como benchmark.

Gestão da Carteira

Gestão profissional de recursos ou valores mobiliários que são entregues a um administrador para que este, com autorização e discricionariamente, compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do fundo. Constitui atividade sujeita à fiscalização da CVM.

Gestão Passiva

Gestão de um fundo de investimento que é conduzido com o objetivo de acompanhar seu índice de referência, também conhecido como benchmark.

Hedge

Quando se usa a palavra hedge no mercado financeiro significa que determinada estratégia de investimento tem como principal objetivo a proteção financeira, isto é, minimizar os riscos de uma operação que tenha muita volatilidade na Bolsa.

Home Broker

Sistema eletrônico mais tradicional para negociar ativos na Bolsa de Valores.

Ibovespa

Índice da Bolsa de Valores brasileira que reflete o desempenho médio das ações com maior índice de negociabilidade do Brasil. Sua composição é revisada a cada quatro meses.

IBrX

Também chamado de Índice Brasil, IBX ou IBrX 100, esse ativo é uma referência da Bolsa brasileira por compor as 100 ações com maior valor de mercado.

IGP-M

O Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela FGV, é a média de índices que mede a inflação no Brasil do atacado, do consumidor e da construção civil.

Investidor Qualificado

São considerados investidores qualificados as pessoas físicas e jurídicas que possuem aplicações financeiras em valor igual ou superior a R$ 1 milhão ou que tenham certificação de investidor profissional pela CVM, comprovando tais situações com documentos oficiais.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado em operações de crédito, câmbio, seguro e investimentos em geral (a depender do título e do período investido).

IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, é considerado o indicador oficial da inflação no Brasil, medindo a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos.

IPO

O IPO ou Oferta Pública Inicial, em tradução livre do inglês, é o nome dado ao processo no qual uma empresa vende suas ações ao público pela primeira vez por meio da Bolsa de Valores.

Índice de Sharpe

É um Índice do mercado financeiro que mede a relação entre o risco e o retorno de um investimento. Quanto maior o número indicado pelo Sharpe, melhor será o investimento levando em consideração esses quesitos.

Juros Compostos

Os juros compostos são calculados sobre a quantia investida somada aos rendimentos obtidos com os juros nos períodos anteriores, ou seja, são juros pagos sobre os juros.

Juros Simples

Os juros simples são pagos apenas sobre o valor inicial de um investimento ou empréstimo.

Juros Sobre o Capital Próprio

É uma quantia extra paga aos acionistas de determinadas empresas de capital aberto na Bolsa, sendo diferente, por exemplo, dos dividendos por demandar o pagamento de uma alíquota de 15% sobre a quantia extra recebida.

LCA

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um investimento de renda fixa utilizado para financiar especificamente o agronegócio brasileiro. Os emissores das LCIs são os bancos, que pegam emprestado o dinheiro dos investidores para ajudar exclusivamente esse setor. A devolução da quantia, após um determinado período, é corrigida de acordo com a rentabilidade estipulada em contrato

LCI

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um investimento de renda fixa utilizado para financiar especificamente o mercado imobiliário. Os emissores das LCIs são os bancos, que pegam “emprestado” o dinheiro dos investidores para ajudar exclusivamente esse setor. A devolução da quantia, após um determinado período, é corrigida de acordo com a rentabilidade estipulada em contrato.

Libor

É a taxa básica de juros do Banco Central britânico, sendo equivalente à brasileira Selic. É referência para conceder empréstimos e para investimentos no mercado britânico, na Bolsa de Londres ou para investidores estrangeiros em geral.

Liquidez

Termo que significa o tempo necessário para converter um investimento em dinheiro. Ou seja, se um investimento tem boa liquidez quer dizer que é mais rápido resgatar a quantia.

Lote Fracionário

O lote fracionário é uma forma de o investidor poder comprar títulos ou ações de uma empresa em unidades, de 1 a 99 ações.

Lote Padronizado ou Padrão

É o lote já preestabelecido de títulos ou ações de empresas, que definem um lote mínimo para investir. Ou seja, há empresas que exigem que o investidor compre, no mínimo, por exemplo, um lote  com 100 ações para se investir na Bolsa.

Manipulação

Compra ou venda de ativos no mercado financeiro com a finalidade de interferir na oscilação de preços, criando um falso cenário para tentar influenciar os demais acionistas de forma tendenciosa. A manipulação é uma prática ilegal no mercado financeiro.

Margem de Garantia

Ela é exigida como porta de entrada a alguns investimentos de maior risco na Bolsa brasileira. É muito similar ao cheque caução, pois o investidor deixa um valor mínimo, que, neste caso, pode ser tanto em dinheiro quanto em investimentos usados como garantia.

Marcação a Mercado

Marcação a mercado é a atualização diária do preço de um ativo de renda fixa ou da cota de um fundo de investimento.

Mercado de Balcão

Mercado de títulos e valores mobiliários no qual a compra e venda de ativos ocorre fora do ambiente e da regulação da Bolsa de Valores. As negociações são administradas por instituições financeiras autorizadas pela CVM.

Mercado Futuro

Mercado disponível na Bolsa de Valores onde há a compra e/ou venda de um determinado contrato futuro tendo como base um ativo financeiro. Os preços futuros são atualizados diariamente, portanto, mesmo que seja uma negociação visando a volatilidade futura, é possível ter ganhos ou prejuízos por causa do ajuste diário dos preços.

Mercado Monetário

Compreende operações de curto prazo entre instituições financeiras com o intuito de equilibrar as contas ou até mesmo tendo a intervenção do Banco Central para dar maior liquidez à economia.

Mercado à Vista

Negociação de compra e venda de ações ou outros ativos na Bolsa de Valores.

NTN-B Principal

É um título público emitido pelo Tesouro Nacional. Atualmente é chamado de Tesouro IPCA+. É enquadrado como um título público híbrido, no qual ele tem uma taxa de remuneração prefixada e um acréscimo da taxa de inflação oficial do Brasil, o IPCA.

NTN-B

Tem as mesmas características do NTN-B Principal, mas com a diferença de ter uma remuneração semestral para o investidor. Por isso, esse título atualmente é chamado de Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

NTN-F

É um título público emitido pelo Tesouro Nacional. Atualmente, é chamado de Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, no qual você tem uma rentabilidade já contratada no início do investimento e recebe semestralmente a rentabilidade.

Oferta Pública de Ações (OPA)

O registro de Ofertas Públicas de Aquisição de Ações (OPAs) é realizado em situações que alteram a composição societária da empresa emissora, bem como a liquidez das ações em mercado, buscando garantir a divulgação de informações necessárias à tomada de decisão consciente dos investidores sobre aderir ou não à oferta.

Operações Compromissadas

São operações geralmente realizadas entre instituições financeiras para financiamento próprio com o compromisso de vender um título para outra instituição e, assim, recomprá-lo em uma data futura preestabelecida, com pagamento de juros.

Opção

É um tipo de investimento na Bolsa de Valores em que o comprador adquire um direito futuro sobre ações ou contratos futuros, mas não uma obrigação. Ou seja, uma opção é uma aposta futura sobre um possível cenário de alta ou de baixa no qual é possível lucrar de acordo com as opções compradas ou vendidas. O mercado de opções faz parte do mercado futuro.

Papel

É um sinônimo dado às ações das empresas listadas na Bolsa de Valores.

Performance

É um termo do mercado que significa desempenho ou rentabilidade de um determinado ativo. É muito usado para fundos de investimento.

PGBL

O Programa Gerador de Benefícios Livre (PGBL) é um plano de Previdência Privada que serve como complemento à Previdência Social, concedida pelo governo federal. Nesse investimento, é possível obter rendimentos a longo prazo e deduzir boa parte do Imposto de Renda.

Política de Investimento

O gestor de um fundo de investimento segue uma determinada política de investimentos conforme a sua estratégia para compor uma carteira. É por essa política que algumas regras são estabelecidas de acordo com o tipo e perfil de operação.

Pregão

É o ambiente de negociação, no modelo de leilão, no qual os preços dos ativos da Bolsa de Valores oscilam conforme a oferta e demanda do mercado. Atualmente, o pregão é eletrônico e realizado via internet.

Pregão Viva Voz

Sistema antigo de negociação da Bolsa de Valores em que os operadores realizavam a compra e venda de ativos por meio de ligações telefônicas em ambiente físico.

Rating

Classificação de risco de um banco, de um país ou de um ativo feita por uma empresa especializada em avaliações financeiras.

Renda Fixa

O mercado de renda fixa é aquele em que é possível investir sabendo de forma parcial ou total qual será a rentabilidade do investimento. Alguns títulos de renda fixa: títulos públicos, CDB, LCA, LCI e Debêntures, etc.

Renda Variável

O mercado de renda variável é aquele em que não é possível saber previamente a rentabilidade do investimento, uma vez que a oscilação é a sua principal característica. Alguns títulos de renda variável: ações, ETFs, opções, câmbio, etc.

Rentabilidade

É a valorização ou desvalorização de um certo investimento em determinado período.

Rentabilidade Nominal

É a valorização ou desvalorização de um certo investimento em determinado período, mas sem contar a inflação no mesmo período.

Rentabilidade Real

É a valorização ou desvalorização de um certo investimento em determinado período, mas já com a inflação descontada.

Risco de Crédito

Quando os emissores dos títulos e valores mobiliários não honram as obrigações de pagar a rentabilidade prometida para o investidor.

Selic

É a taxa básica de juros da economia brasileira, que serve como referência para diversas operações financeiras no mercado brasileiro.

Spread Bancário

É a diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele paga ao captar dinheiro.

Swap

São acordos de troca de rendimentos gerados por dois ativos diferentes. Essa ferramenta é utilizada no mercado financeiro para proteção de grandes variações.

Swing Trade

É a compra e venda de ações realizadas em curto prazo, desde que o período seja maior do que um dia (day-trade).

Tag Along

É um mecanismo de proteção aos acionistas minoritários quando uma companhia passa o seu controle operacional a outra, tendo um possível reajuste no preço das ações. Os sócios minoritários têm a chance de obter benefícios por essas mudanças.

Taxa de Administração

Taxa cobrada aos cotistas de um determinado fundo de investimento pela gestão terceirizada dos recursos.

Taxa de Carregamento

Termo usado para determinar a taxa cobrada pelas entidades que oferecem planos de Previdência Privada sobre as contribuições realizadas pelo investidor.

Taxa de Entrada

Taxa paga pelo investidor ao aplicar recursos em um fundo de investimento. Em alguns casos, a taxa de entrada é devolvida ao investidor caso seja identificado o respeito por algumas regras específicas.

Taxa de Performance

Paga pelo investidor ao gestor do fundo apenas quando a rentabilidade ultrapassa um patamar predeterminado na política de investimentos da gestora.

Taxa de Saída

Paga pelo investidor ao resgatar recursos de um fundo.

Taxa Referencial (TR)

A TR é uma taxa mensal que foi criada para servir de referência para a taxa de juros no Brasil, em uma tentativa de controlar a inflação durante o governo Collor, no início dos anos 1990. A TR é usada como um fator de correção monetária de empréstimos, do FGTS e de investimentos. Mas é conhecida principalmente por quem aplica na poupança, pois ela compõe a base de cálculo da caderneta.

Tesouro Direto

Programa de negociação dos títulos da dívida pública desenvolvido pelo Tesouro Nacional a fim de arrecadar dinheiro para projetos federais. O Tesouro Direto democratizou o acesso aos títulos públicos para pessoas físicas, que passaram a investir no sistema online do governo a partir de R$ 30.

Títulos Prefixados

São aqueles investimentos em que o investidor sabe, antes mesmo de aplicar, exatamente o quanto o dinheiro renderá, desde que o resgate seja feito na data de vencimento.

Títulos Pós-Fixados

São aqueles investimentos cuja rentabilidade estará, necessariamente, atrelada à variação de uma taxa específica ou de um índice (Selic e IPCA, por exemplo).

Títulos Públicos

Para controlar a dívida pública brasileira, o Tesouro Nacional emite títulos públicos para que investidores possam aplicar e fazer seu dinheiro, contribuindo, assim, com a arrecadação federal.

Units

São ativos compostos por mais de uma classe de ações, por exemplo, um conjunto de ações ordinárias e preferenciais. Algumas empresas emitem Units por estratégia ou restrições societárias. Os Units são identificados por virem acompanhados do número 11 depois do nome do ativo.

Valor Intrínseco da Ação

Conceito que se baseia no princípio de que o valor atual de uma ação é o resultado dos rendimentos futuros. Ou seja, a capacidade de uma empresa gerar lucros no futuro é o que realmente importa para os acionistas, segundo essa metodologia de análise do mercado de ações.

Valor Nominal

Valor de um título ou valor mobiliário assim que ele é emitido no mercado financeiro.

Valores Mobiliários

São títulos emitidos por empresas para captar recursos do público em geral. Basicamente, são os investimentos do mercado financeiro, como os de renda fixa e renda variável (ações). Somente os títulos públicos não são considerados valores mobiliários.

Value at Risk (VaR)

Método de análise que avalia o risco de um investimento em um determinado período. O VaR estabelece qual seria a perda máxima de determinada aplicação.

Vencimento

Data-limite de um contrato de investimento.

VGBL

O Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL) é um plano de Previdência Privada que serve como um complemento à Previdência Social, concedida pelo governo federal. A principal característica desse investimento é facilitar o planejamento sucessório, tornando automática a passagem dos benefícios em caso de morte do titular.

Volatilidade

Termo que mostra a frequência e a intensidade da variação do preço de um ativo em um determinado período. A volatilidade é uma das medidas de risco para o investidor saber se vale a pena ou não arriscar e, enfim, investir.

Wall Street

Famosa região do sistema financeiro localizada em Nova York, onde estão situadas a Bolsa de Valores dos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York e inúmeras corretoras de valores.

Yield

Termo em inglês que significa rentabilidade ou retorno. Pode estar associado a outras palavras, como títulos high yield, que são aqueles investimentos de maior risco, mas que podem oferecer rentabilidade acima da média.

Zerado

Termo usado na Bolsa de Valores como “estar zerado” ou “zerar posições”. Significa, basicamente, que o investidor vendeu os ativos e não tem mais nenhum deles em sua carteira.

Ainda tem mais!

Esse artigo será atualizado diversas vezes com novos termos para você aprender mais sobre o mercado financeiro, por isso, sugerimos que salve essa página nos seus favoritos!

Por: Bruno Papi