Risco sistemático e não sistemático: o que são e como influenciam os investimentos

Risco sistemático e não sistemático: o que são e como influenciam os investimentos

Sabemos que todos os investimentos possuem algum risco. Mesmo a poupança, apesar de ter rentabilidade muito baixa (e não bater a inflação), tem risco de falência por parte dos respectivos bancos. 

Existem, no entanto, riscos sistemáticos e não sistemáticos. O intuito deste artigo é ensinar as diferenças, semelhanças e como se prevenir desses riscos.

Risco e retorno dos investimentos

Existe uma correlação entre segurança e rentabilidade. Quanto maior a possibilidade de valorização e de ganhos que um ativo pode te proporcionar, maior, consequentemente, é seu risco.

Por isso, naturalmente, quando um ativo for de renda variável (como Fundos de Ações, ações, fundos imobiliários, derivativos, ETFs, BDRs e outros), terá risco maior do que um ativo de renda fixa.

No entanto, não existe apenas um único tipo de risco. A depender do ativo, existem diversos riscos envolvidos, que, nem sempre, são de conhecimento do investidor.

O que é risco não sistemático?

O risco não sistemático é aquele que, a grosso modo, afeta um único investimento.

Suponha, por exemplo, que uma notícia impacta negativamente determinado papel – por exemplo, o CEO da empresa deixa o cargo. Isso impactará este papel isoladamente, uma vez que a escolha de um novo diretor executivo pode alterar os planos e, consequentemente, o crescimento da empresa. 

O risco não sistemático pode, também, afetar um setor inteiro. Uma doença como a encefalopatia espongiforme, popularmente conhecida como a doença da vaca louca, por exemplo, afeta negativamente todo o setor pecuarista. 

Como a própria característica do risco não sistemático indica, a melhor maneira de mitigar seus efeitos é a diversificação. Ela te previne não só do impacto em um único ativo, mas também de um impacto setorial. 

Por isso, ao compor uma carteira de ações, é sempre interessante diversificar entre três ou mais setores.  Imagine um CDB, cuja função é prospectar capital para pagamento de dívidas ou execução de projetos de determinada empresa. 

Existe, por exemplo, o risco de inadimplência das empresas (risco de crédito), o risco dos próprios bancos (risco de liquidez) e o risco sistêmico. Mas você sabe a diferença entre risco sistemático e não-sistemático?

O que é o risco sistemático?

O risco sistemático, que também é chamado de risco de mercado, faz parte de basicamente todos os ativos do mercado financeiro. Este, portanto, é um risco que não se pode mitigar, também chamado risco não-diversificável.

A crise da pandemia global, por exemplo, trouxe efeito em todo o mercado, ainda que alguns setores foram mais prejudicados do que outros. Por isso, os ativos se desvalorizaram em decorrência do risco sistemático.

Com o passar dos anos, o sistema financeiro e econômico torna-se mais e mais interligado e interdependente. Isso faz com que crises em determinados países acabe, também, afetando diversos outros, mesmo que não estejam diretamente relacionados. Um exemplo é como a crise tailandesa dos anos 90 afetou mercados europeus e americanos, ou mesmo, como a crise do subprime afetou o mercado europeu.

É importante ressaltar que nem todos os ativos são impactados da mesma forma por riscos sistemáticos. Como sabemos, o lockdown afetou muito mais os setores de shoppings centers, turismo e aviação do que, por exemplo, telefonia e energia.

A melhor forma de mitigar riscos, portanto, é através da diversificação, tanto de diferentes setores quanto de diferentes ativos. Ainda que não seja possível se prevenir do risco de mercado, o risco não-sistemático pode sempre ser amenizado através de uma boa diversificação na carteira de investimentos.

No entanto, para fazer uma boa diversificação, recomendamos nosso conteúdo sobre value investing, que explica a melhor estratégia para formar uma carteira de investimentos para o longo prazo.

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Atualizado em

Por: Bruno Papi

Categorias: Investimentos

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