Rebalanceamento de Carteira: o que é e como fazer?

Rebalanceamento de Carteira: o que é e como fazer?

Logo quando ingressamos no mercado financeiro, somos bombardeados com diversas informações. Tipos diferentes de análise, renda fixa, renda variável, diferentes categorias de fundos de investimento, perfil de investidor, taxa de corretagem.

Sabemos, então, que devemos diversificar nossa carteira para nos prevenirmos de possíveis riscos em determinados setores. Um choque de petróleo, por exemplo, leva consigo todo o setor. Um aumento do câmbio aumenta a receita em exportadoras. E por aí vai.

Com o passar de semanas, meses e anos, a carteira começa a se estagnar e, por vezes, apresentar um rendimento que não é mais o mesmo de antes. Neste momento, é necessário fazer uma avaliação, tanto da carteira quanto do cenário no mercado e na economia, para fazer um rebalanceamento de carteira.

Por que fazer um rebalanceamento de carteira?

O rebalanceamento de carteira é extremamente interessante para que o investidor consiga aproveitar momentos de baixa, reequilibrar a carteira de acordo com seu perfil de investimento e também manter sua relação risco-retorno.

Além disso, rebalanceando sua carteira, você consegue se blindar melhor de possíveis riscos econômicos e fazer uma diversificação mais eficiente com o momento econômico mundial.

A pandemia provou que uma carteira bem diversificada passa intocada por diversos impactos no mercado financeiro. Aqueles que tinham dólar e ouro em suas carteiras tiveram, respectivamente, 7,63% e 14,67%, de acordo com levantamento da Economatica. O Bitcoin, a mais famosa criptomoeda, 78%.

Claro que o mercado é feito de fases e rentabilidades passadas não são garantia de retorno futuro. Daí a importância de um rebalanceamento.

Quando fazer o rebalanceamento da carteira?

Existem alguns profissionais de mercado que recomendam um rebalanceamento a cada dois ou três meses. No entanto, existe um perigo em confiar em periodicidade: não acompanhar o timing do mercado.

Certamente, um rebalanceamento em momento de bear market (preços em queda) pode tornar os lucros mais irrisórios, assim como ordens de compra em alta podem.

Por isso, mais importante que ter uma periodicidade bem definida, é mais interessante utilizar de uma determinada técnica e estar sempre atento aos movimentos dos mercados. Além disso, saber quais ativos e setores apresentam mais valorização, acompanhar os resultados trimestrais das empresas e entender o impacto das notícias no mercado financeiro é fundamental para um bom rebalanceamento.

Como rebalancear a carteira?

Primeiramente, para fazer um bom rebalanceamento de carteira é preciso, basicamente, executar ordens de compra e venda e alterar os elementos da sua carteira.

Além do tempo, uma técnica muito interessante para rebalanceamento de carteira é a variação percentual das classes de ativos.

Quando conhecemos nosso perfil de investidor, geralmente, estipulamos uma distribuição de carteira para seguir. Por exemplo: suponhamos que um investidor agressivo entra na bolsa e, após alguns estudos, decide distribuir seus ativos em 10% de caixa, 15% de renda fixa, 20% de fundos imobiliários, 20% em ETFs e BDRs e 35% em ações, distribuído em Brasil e Estados Unidos.

Obviamente, não é prático ou possível, com o passar dos meses, manter exatamente essa distribuição. É natural que a carteira varie em alguns pontos percentuais. Portanto, investidores que optam por redistribuição de carteira por variação percentual enxergam que gradualmente sua carteira vai se alterando e isso começa a modificar seu perfil de risco. Por isso, a cada 10, 15, 20% de variação, decidem redistribuir a carteira para manter o modelo de distribuição inicial.

Além de manter o perfil de risco da carteira, fazer a redistribuição ajuda a aumentar a rentabilidade, enquanto evita determinados vícios do investidor, como tomadas de decisão baseadas na emoção do momento, lideradas por pânico nos mercados.

Além disso, outra técnica de redistribuição de carteira é por variação de ativos, em vez de classes de ativos. Algumas casas de pesquisa estipulam que 20% de oscilação, independente de para cima ou para baixo, é uma boa base para rebalanceamento de carteira.

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Por: Bruno Papi

Categorias: Investimentos

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